segunda-feira, 15 de julho de 2013

Camarate – testemunha vem lançar mais «achas« na fogueira do atentado



Camarate – testemunha vem lançar mais «achas« na fogueira do atentado

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"Elza Simões, a ex-.mulher de Fernando Farinha Simões, o autor confesso do atentado de Camarate que vitimou Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa, vai prestar, depoimento perante a comissão de inquérito parlamentar que investiga o crime.

PARA MELHOR ENTENDER ESTE ESCANDALO, LEIA TAMBÉM: 
Video da confissão de FFS.
Deputado reconhece Camarate como atentado e mau serviço da justiça
Testemunhas silenciadas estranhamente
Video também apagado, do cúmplice.

Como é possível??? Como podemos calar-nos? 
OS ASSASSINOS DE CAMARATE VÃO MORRER IMPUNES E RICOS,  POR ASSASSINAREM ALGUÉM QUE QUIS DEFENDER O INTERESSE NACIONAL , CAMARATE JÁ FOI RECONHECIDO COMO ATENTADO, MAS TODOS OS ENVOLVIDOS SE SAFARAM... QUE RAIO DE PORTUGUESES SOMOS NÓS? DEIXAMOS MATAR, CALAR OU ELIMINAR OS BONS E O INOCENTES E ELEGEMOS E ADORAMOS CRIMINOSOS? 
O mais grave problema dos portugueses e o que mais contribui para o caos do país, é a memória curta, pois pensam sempre que foi o actual governo que nos levou à crise e à escravidão e não conseguem perceber que este estado de caos que atingimos se deve a este tipo de portugueses, inertes, ignorantes, que assobiam para o lado sempre que deveriam estar atentos, ser severos e exigentes com os políticos e a justiça. Este artigo e este caso não são passado... São exemplos que no devem guiar e ensinar para o futuro. O passado mostra-nos que nós portugueses temos que mudar se queremos que os políticos mudem.... simples.
O passado mostra que a corrupção é de todos os partidos e não apenas do actual... só os que teimam em negar o óbvio e vivem na ignorância é que podem acreditar no contrário.

Elza foi testemunha presencial das conivências ao mais alto nível,com enfoque na CIA e militares portugueses, dos preparativos do atentado, e das horas seguintes em que o Cessna se despenhou em Camarate, tendo-se até deslocado na companhia de José Esteves (o outro cúmplice do crime) e Fernando Simões ao edifício da PJ na noite de 4 de Dezembro de 1980 – o dia do crime – data em que, segundo ela, Esteves terá ido procurar protecção junto do então responsável máximo da Polícia,Lencastre Bernardo. Curiosamente, José Esteves, nos anos que se seguiram, teve as «costas quentes» por parte da PJ, situação que nos últimos trempos se alterou, acusando agora a Polícia de ser conivente, relapsa e contumaz na investigação e encobrimento das exactas circunstâncias em que Sá Carneiro morreu e os motivos pelos quais foi assassinado. 

Mas atentemos no depoimento anteriormente tornado público por Elza Simões e que esta testemunha naturalmente irá relembrar amanhã perante os elementos da X Comissão de Inquérito da AR:
“Conheci o Fernando Farinha Simões (FFS) em 1975, no Hotel Sheraton, numa conferência que aí se realizou. Fui ao Hotel Sheraton a convite do Sr. Nick, que era ministro da Agricultura e Pesca da África do Sul. Aí conheci o FFS, que participava nessa conferência, e que referiu que vivia no Hotel Sheraton.

A partir daí fui várias vezes ao Hotel Sheraton para se encontrar com o FFS. Entre as pessoas que o FFS convivia nessa altura portugueses, americanos, africanos do sul e ingleses. Vivia contudo na Alameda Afonso Henriques nº7 (hoje nº13) 5ºEsq. Em 1976 FFS vem viver comigo para a Alameda Afonso Henriques, deixando assim o Hotel Sheraton. FFS vivei aqui entre 1976 e 1978, ano em que nasceu a nossa filha Iliana Oliveira Simões. Nesse ano fomos viver para Odivelas, na rua dos Lusíadas nº20, 2º andar que alugámos.Vivemos aqui entre 1978 e 1985.
FFS convivia com José Esteves, com o General Rovosco Vaz, Cor. Vinhas, etc.. Eu comecei a trabalhar no cabeleireiro Baeta, no Centro Comercial Alvalade, em 1975. O trabalho de FFS era de alguma forma misterioso, pois FFS nunca me dizia claramente o que fazia. Em 1980 fui com FFS á Av. Duque de Loulé, na parte de cima junto á zona da polícia Judiciária, onde FFS se encontra com 3 ou 4 homens, que me pareceram ser Americanos. FFS tinha combinado com estes senhores encontrarem-se ali, para depois irem em conjunto para a Embaixada dos EUA. Noutra ocasião, a irmã de uma colega minha do cabeleireiro Baeta, chamada Nena e que trabalhava na Embaixada dos EUA, ao ver FFS no cabeleireiro disse, que FFS tinha estado nessa manhã na Embaixada dos EUA.

Entre 1975 e 1978 o FFS, quase todos os dias combinava com colegas, como com o José Esteves, á minha frente para irem para a Embaixada dos EUA. O FFS saía de casa pelas 14 horas, e ia para a Embaixada. Fazia também muitas reuniões no Hotel Sheraton, segundo me contava. Pelo que eu ouvia, o trabalho de FFS era relacionado com serviços secretos, pois dispunham de armas, gramadas, etc.. No trabalho de FFS participavam estrangeiros nomeadamente americanos, alguns dos quais da Embaixada dos EUA, embora eu nunca tenha participado nessas reuniões. Nunca percebi muito bem do que falavam, pois normalmente o FFS falava em código.
O FFS disse-me contudo, já em 1975, que trabalhava para a CIA, e que cada estadia no Hotel Sheraton era paga pela CIA. Recebia normalmente em cada mês, ou de dois em dois meses, e pelo que eu percebia, era pago na Embaixada dos EUA. Viajava para Espanha onde fazia sempre grandes compras para mim e para a minha filha. Tinha um bom nível de vida, traduzido em bom vestuário, pagando as suas compras, em Lisboa, normalmente em US Dollares. As refeições de almoço e jantar eram quase sempre no Hotel Sheraton. Eu contudo nunca quis fazer muitas perguntas sobre estas suas actividades, pois tinha a noção que eram perigosas e muitas vezes ilegais. Tinha portanto medo e preferia não conhecer pormenores.

Em 1977 FFS combina, á minha frente em minha casa, com um colega, ao telefone, que se ia encontrar com Frank Carlucci, no Hotel Sheraton, pelas 15 horas. Para esta reunião, FFS vestiu-se de fato e gravata. Teve esta reunião pelas 15 ou 16 horas. Ao regressar a casa, não comentou o que havia falado nessa reunião.
Entre 1977 e 1980, FFS encontrou-se algumas vezes com Frank Carlucci, segundo eu ouvi em combinações que ele fazia ao telefone, em minha casa. Fiquei com a impressão que muitas das vezes que FFS ia á Embaixada era para falar com Frank Carlucci. Numa ocasião ouvi, de minha casa ao telefone, FFS pedir a Franck Carlucci um visto para um amigo português poder viajar para os EUA, o que Frank Carlucci resolveu. Uma das pessoas para quem FFS conseguiu um visto junto de Frank Carlucci, foi para Jorge Riviera, que era português.
Entre 1975 e 1985 FFS viveu sempre comigo, em Portugal, embora tenha viajado sem mim para países como Inglaterra, Brasil, Colômbia e EUA. Viajava normalmente durante 2 a 4 semanas. Julgo que estas viagens eram pagas pela CIA. Uma dessas vezes FFS foi buscar os bilhetes á embaixada dos EUA. Julgo que na viajem que FFS fez a Londres, pelas descrições que hoje tenho, que FFS viajou acompanhado de Lee Rodrigues.

Em Novembro o FFS marcou um encontro na Av. De Roma, junto ao Teatro Maria Matos. O FFS conduzia o carro, eu saí em frente do Teatro Maria Matos, pelas 15:30 horas, tendo eu ido a pé para o centro comercial de Alvalade. A pessoa com quem FFS se encontrou era molhe, tipo indiano, alto e forte, com leve barriga, de 30 e poucos anos, que hoje acho que é o Sr. Lee Rodrigues. FFS ficou lá a falar com ele.
Em Novembro de 1980 FFS e José Esteves começaram a viver quase sempre em permanente contacto. Nesse mês José Esteves passou a jantar normalmente em minha casa, muitas com a Gina, que era a namorada de José Esteves. FFS começou a falar muitas vezes com José Esteves, normalmente em código. Fiquei claramente com a ideia que estavam a organizar algo em comum. FFS estava então particularmente nervoso, tendo uma tosse nervosa.

Uns dias antes de 4 de Dezembro, o José Esteves disse, em minha casa, depois de jantar, á Gina para ir para casa limpar a marquise, porque no dia seguinte ia a mulher da limpeza limpar a sua casa, para ela não ver o que estava na marquise, pois a marquise tinha pólvora e resíduos de materiais explosivos. Estes materiais tinham sido comprados por José Esteves numa drogaria do Cacém. Para esse efeito, José Esteves sai com FFS e com a Gina num carro de minha casa, e deixa a Gina em sua casa no Cacém, seguindo depois com FFS para Lisboa.
 No dia 4 de Dezembro, José Esteves aparece no Cabeleireiro Baeta pelas 20:30 horas, muito nervoso. O José Esteves pediu-me umas moedas para falar ao telefone público para casa do pai do FFS. Mais tarde aparece também lá o FFS, que foi buscar a minha filha na casa dos pais do FFS. José Esteves comenta então para FFS, muito nervoso, “ que tinham virado churrasco”. Pelas 22 horas saí com FFS e José Esteves para minha casa. Nem FFS nem José Esteves me comentaram o que tinha sucedido, mas tanto um como o outro, estavam muito nervosos e apreensivos. Ouviam as notícias da queda do avião na televisão, de uma forma atenta e com um ar comprometido. Comentavam entre eles as notícias num idioma que eu não percebia, José Esteves fez então um telefonema de minha casa para um militar.

Pela 1 hora da manhã José Esteves e FFS saem de casa, no carro do José Esteves. Eu fiquei em casa, FFS regressou passado aproximadamente uma hora, não comentou nada comigo, José Esteves não regressou.
Passado alguns dias perguntei a FFS se tinha sido José Esteves a fazer a bomba desse atentado, ao que o FFS respondeu que sim. FFS disse que foi o João Pedro Dias arranjou uma farda de piloto para o Lee Rodrigues para poder entrar no aeroporto. Perguntei a FFS quem deu ordem para este atentado, ao que FFS me disse que a ordem tinha vindo de fora de Portugal.

Nos dias seguintes ao atentado reparava que tanto FFS como José Esteves andavam apreensivos com as possíveis consequências, temendo que alguma coisa lhes pudesse suceder.
Nos dias seguintes ao atentado, José Esteves passa a vir menos vezes a minha casa. Mas continuava a falar com FFS, com quem se encontrava frequentemente.
Passado cerca de um mês do atentado, José Esteves, em minha casa, refere a FFS que tem estado várias vezes em contacto com um militar, tanto pelo telefone, como pessoalmente, a quem pediu protecção por causa deste atentado. Esse militar com quem falava frequentemente, estava ao corrente do que tinha sucedido em Camarate, através, pelo menos, de José Esteves, José Esteves refere então estar mais tranquilo, pois esse militar lhe disse que o protegeria. Pelo que sei hoje, julgo que esse militar era o Cor. Lencastre Bernardo. Sei contudo que José Esteves falava também pelo telefone, de minha casa para outra pessoa, para o proteger deste assunto, que tinha um sotaque do norte de Portugal.

Depois José Esteves deixou de aparecer em minha casa, pois apesar desse contacto com o militar, tinha sempre medo de ser preso, como referiu frequentemente a FFS. Deixou inclusivamente de viv er no Cacém, passando a estar em parte incerta.

Em 1985, o FFS disse-me que o José Esteves tinha recebido uma ordem para sair de Portugal, porque se estava a falar muito de Camarate. Com efeito José Esteves é então informado de que corre perigo de ser preso por causa de Camarate, como ele próprio me referiu, e FFS confirmou. As comissões de Inquérito Parlamentares sobre Camarate também estavam a falar cada vez mais neste assunto e de José Esteves. Foi para o Brasil via Madrid. Eu e o FFS fomos também para o Brasil, pouco tempo depois do José Esteves. No Brasil FFS comentou-me que José Esteves estava no Brasil por causa de Camarate.

No Brasil vivia um pouco assustada pela vida que FFS levava, pelo que nunca lhe perguntei como é que ele ganhava a vida. Via contudo que FFS tinha frequentemente US Dollares no bolso. Sei contudo que continuava a trabalhar para os americanos da embaixada dos EUA em Lisboa, pois de nossa casa falava com eles ao telefone. FFS vem contudo várias vezes a Lisboa, enquanto eu fico no Brasil, em Santa Catarina. FFS vai também muitas vezes ao Rio de Janeiro.

Voltei para Portugal em 1994, quando FFS já estava a viver novamente em Portugal. Trabalhei no cabeleireiro Isabel Queiroz do Vale, e mais tarde no Cabeleireiro Marina Cruz. Falei sobre Camarate com Augusto Cid e também com Pedro Amaral da PJ. Pedro Amaral referiu-me contudo não querer falar sobre Camarate, pois tinha sido muito prejudicado por este assunto. FFS foi preso em 1995, acusado de tráfego de droga. Por outro lado, não sabia do paradeiro de José Esteves, e não o voltei a encontrar. Só o voltei a ver no lançamento do livro da Inês Serra Lopes.

Aproximadamente em 1996, fui á Comissão de Inquérito Parlamentar sobre Camarate, onde contei tudo o que sabia sobre Camarate, menos a ligação de FFS á Embaixada americana e á CIA. Não falei porque tinha medo de prejudicar o FFS e de que alguma coisa me pudesse suceder, pois a CIA era muito poderosa e perigosa, e FFS estando preso, não me podia defender.

Depois desta minha intervenção na Assembleia da República, passei a andar com a protecção de dois polícias, durante seis meses. Apesar disso, um dia o meu carro foi roubado, durante 15 dias, até ser encontrado no Cacém. Aparece com papagaios dentro do carro, com muitas penas, o que eu associei desde logo a José Esteves, pois nessa altura criava papagaios em casa. Foi uma forma de José Esteves me mostrar que não gostou que eu tivesse ido falar sobre Camarate á Assembleia da República. José Esteves disse-me, mais tarde, que nunca pensou que eu alguma vez contasse o que sabia sobre Camarate.

Também depois da minha ida á Assembleia da República, fui uma vez aos Serviços de Estrangeiros e Fronteira, na Av. António Augusto Aguiar, para renovar o meu visto, que era dirigido pelo Cor. Lencastre Bernardo. Surpreendentemente fui obrigada a esperar cerca de 3 horas sem justificação, pois estava totalmente legal em Portugal. Liguei para o Inspector Pedro Amaral por causa desta situação, e pouco tempo depois o assunto foi resolvido e pude sair. Não tive dúvidas que essa demora, injustificada, de mais de três horas foi provocada por Lencastre Bernardo, como retaliação da minha ida á Assembleia da República, onde falei sobre ele. A minha ida a este Serviço era muito simples, e por isso, embora não possa provar, não tenho dúvidas que foi uma retaliação de Lencastre Bernardo, que Pedro Amaral já me tinha dito tratar-se de uma pessoa perigosa.” FONTE

PARA COMPLETAR ESTE CASO, LEIA TAMBÉM: 
Video da confissão de FFS.
Deputado reconhece Camarate como atentado e mau serviço da justiça
Testemunhas silenciadas estranhamente
Video também apagado, do cúmplice.

Como é possível??? Como podemos calar-nos


ARTIGO COMPLETO: http://apodrecetuga.blogspot.com/2013/07/camarate-testemunha-vem-lancar-mais.html#ixzz2Z6QiPsvy

quinta-feira, 6 de junho de 2013

JUSTIÇA CEGA

http://www.rtp.pt/play/p761/e119582/justica-cega

Justiça Cega?

Justiça Cega? Primeira Emissão: 05 Jun 2013
Duração: 55m
Classificação:


terça-feira, 4 de junho de 2013

FALSO ADVOGADOS FARNCÊS...E EM PORTUGAL?

EM FRANÇA, UM FALSO ADVOGADO CONSEGUE ENGANAR O SISTEMA DURANTE 3/4 ANOSD. SIGNIFICA QUE O SISTEMA ESTA ENFERRUJADO....MAS EM PORTUGAL SÃO ÀS CENTENAS: O SISTEMA ESTÁ PODRE DE MADURO
http://www.leparisien.fr/seine-et-marne-77/le-soi-disant-avocat-ecroue-pour-escroquerie-04-06-2013-2864153.php











Le soi-disant avocat écroué pour escroquerie

Frauduleusement inscrit au barreau de Melun, l’intéressé est poursuivi pour escroquerie, blanchiment, fraude fiscale, faux et usage de faux.Avec Philippe Maurice, on n’y a vu que du feu… ou un écran de fumée. Les avocats, le bâtonnier, les , la police et ses très nombreux clients. Tous ont cru en lui. C’est vrai qu’il présentait bien. Affable et sympathique à souhait, un  apparemment comme un autre, respectable et respectueux. Sauf que tout cela n’était que de la poudre aux yeux. 

« Maître Philippe Maurice, avocat à la cour », comme le mentionne une plaque de cuivre gravée à l’entrée de la résidence où il avait basé son cabinet (lire le témoignage ci-dessous), a grugé le barreau de Melun. Il a présenté des diplômes mais pas d’attestations de moralité. « Les documents sont en d’acheminement », a-t-il expliqué lors de son inscription au barreau. Car le pompon, c’est qu’il a été inscrit. Et s’est ainsi fait passer aux yeux de tous pour un avocat pendant trois-quatre ans.

Mais les doutes et les plaintes de certains de ses clients sont remontés jusqu’à l’ordre des avocats. Et la sanction est tombée : « Il a fait l’objet d’une suspension administrative », précise le bâtonnier melunais, Jérôme Bourricard, tout en indiquant « qu’aujourd’hui, sur le plan pénal, l’affaire est à l’instruction. »

Le comble dans cette affaire, c’est qu’il a continué d’exercer en tant qu’avocat alors qu’il était suspendu depuis au moins un an. Avec un aplomb et un culot monstre, il a revêtu la robe et exercé le métier dans les différentes juridictions en France, notamment à Lyon et en région parisienne. Un juge qui le savait suspendu l’a même vu, à sa grande surprise, venir à l’issue d’une interpellation assister l’un de ses clients. Il a été débarqué sur le champ.

Le soi-disant avocat est écroué à Fleury-Mérogis. Toutes ses victimes, nombreuses et réparties dans tout l’Hexagone, ne sont pas encore recensées. Philippe Maurice pourra se vanter d’avoir donné du fil à retordre aux enquêteurs. Pour arriver à coincer le personnage, il aura fallu plus d’un an et demi d’investigations aux enquêteurs de la police judiciaire et du groupement d’intervention régional (GIR) mettant en œuvre des moyens policiers, militaires, douaniers, fiscaux, administratifs.

Déjà condamné pour des faits similaires

C’est effectivement en septembre 2011 que l’enquête démarre. En accumulant les preuves, les enquêteurs réussissent à découvrir un système d’escroquerie sophistiqué impliquant de la fraude fiscale, des faux en écriture, publics et privés, et usage de faux. Le 21 mai, il est finalement interpellé avec trois complices qui appartiennent à son milieu familial. L’un d’entre eux lui servait pour rabattre les victimes. A la suite de son placement en garde à vue, le procureur de Melun, Bruno Dalles, a ouvert une information judiciaire le 24 mai.

Dès lors les choses s’accélèrent et Philippe Maurice est mis en examen pour escroquerie mais également pour exercice illégal de la profession d’avocat. Il est écroué de même que sa principale complice. Un autre homme est également impliqué dans l’affaire. Il est actuellement placé sous contrôle judiciaire.

En fouillant dans le passé de Philippe Maurice, les enquêteurs s’aperçoivent qu’il a déjà été mis en cause dans des procédures en région lyonnaise et en banlieue parisienne, en 2010 et 2011 pour abus de confiance et abus de biens sociaux. Il a même été condamné à des peines de deux ans de prison dont un an avec sursis pour une affaire et pour la seconde à neuf mois de prison avec sursis et mise à l’épreuve.

En disséquant son système de fraude très élaboré, les enquêteurs se sont aperçus qu’il concernait principalement des opérations immobilières entraînant un blanchiment d’argent vers la Belgique, l’Allemagne mais aussi Singapour grâce à des sociétés écran. A cela s’ajoutait aussi un système de vente de diamants à Anvers. Dans quelles conditions? Philippe Maurice ne s’est pas encore expliqué. L’instruction de l’affaire devrait pouvoir apporter des réponses et peut-être même révéler des surprises car rien ne semblait pouvoir l’arrêter.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

JUSTIÇA AO SERVIÇO DOS RICOS. O NOVO GRANDE NEGÓCIO DA FARSA DEMOCRÁTICA. Por Marinho e Pinto.

JUSTIÇA AO SERVIÇO DOS RICOS. O NOVO GRANDE NEGÓCIO DA FARSA DEMOCRÁTICA. Por Marinho e Pinto.

ARTIGO COMPLETO: http://apodrecetuga.blogspot.com/2013/05/justica-ao-servico-dos-ricos-o-novo.html#ixzz2U5yI2GQw


http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Qqxgdp6_9Ig


22 MAIO, 2013


JUSTIÇA AO SERVIÇO DOS RICOS. O NOVO GRANDE NEGÓCIO DA FARSA DEMOCRÁTICA. Por Marinho e Pinto.




Neste video, nos primeiros 2 minutos, é denunciado um dos crimes mais devastadores da receita do estado - a evasão fiscal dos ricos. (já divulgado aqui no blog)
- Em 2011, 25% da riqueza produzida em Portugal, não pagou impostos.
- Num só ano, excedeu mais de metade do valor do empréstimo pedido à Troika. 43,5 mil milhões de rendimentos não tributados. Caso estes rendimentos ocultos pagassem impostos, o PROBLEMA DO DEFICIT DESAPARECIA!

No comentário (em baixo) Marinho e Pinto explica porque razão os governos permitem que este saque descarado prossiga.
A justiça vendeu-se, tal como o serviço de saúde e da educação, a justiça está a transformar-se num negócio privado muito rentável. E mais uma vez os que nos (des)governam, em vez de protegerem as bases da democracia e da sociedade, optaram por proteger as elites e permitir-lhes que prossigam na destruição de tudo que conquistamos. Os governos são os maiores promotores da transformação de serviços públicos, fundamentais da democracia, em negócios rentáveis para os privados. A lei funciona contra o estado e contra os portugueses.
O artigo...

A justiça está a transformar-se num negócio privado lucrativo.
"O bastonário da Ordem dos Advogados afirmou hoje que o que se tem passado com as leis fiscais é "um crime monstruoso", com a arbitragem transformada num "negócio magnífico".
"Qualquer grande contribuinte em Portugal só paga impostos se quiser, de impugnação em impugnação, as leis têm todas as insuficiências para impedir que pague impostos", disse Marinho Pinto, (...) (exemplo)
As leis tributárias "são um emaranhado normativo absolutamente impossível de aplicar, é o caos absoluto, chegou-se a um ponto em que o Estado criou a arbitragem fiscal", criticou.
"A arbitragem fiscal é um negócio magnífico em torno da Justiça, em que as partes escolhem e pagam ao juiz, o árbitro, e o resultado é só um: deve cem, paga 30 - dirá o Estado que é melhor do que nada - o resto divide-se pelos árbitros, pelos juízes, pelas partes", disse.
Para Marinho Pinto, a legislação fiscal tem-se revelado "um crime monstruoso contra o interesse público e a igualdade tributária".
"As leis fiscais são feitas -a maior parte delas - por advogados, ao serviço dos que as fazem, à medida dos interesses dos seus clientes", acusou.
Questionado pela Lusa, no final da sua intervenção, Marinho Pinto clarificou que "quem está a ganhar com a arbitragem fiscal são os devedores fiscais, os grandes contribuintes que, na realidade, não pagam impostos ou pagam muito menos [do que deviam]". 
"Estão-se a construir em torno da justiça em Portugal negócios chorudos, como já se construíram em torno da Saúde e da Educação, negócios privados extremamente lucrativos", frisou. 
Questionado no encontro se as alterações à legislação laboral contribuirão para a recuperação económica, Marinho Pinto disse que "a rigidez das leis laborais não é verdadeiramente um obstáculo ao progresso, desenvolvimento, produtividade e competitividade".
"O que temos é uma classe empresarial parasitária, que vive sistematicamente à sombra do Estado, que não é capaz de se lançar na competitividade da economia global, que viveu sempre sob o guarda-chuva protetor do Estado", disse.
Marinho Pinto citou países "bem mais competitivos e com níveis de produtividade maiores do que Portugal, como os escandinavos, que têm legislação [laboral] muito mais rígida".
 "A alteração da legislação laboral o que vai permitir é um ajuste de contas, corresponde mais a uma necessidade de natureza ideológica do que económica", considerou.
Segundo o bastonário, "as empresas que têm problemas com a legislação laboral são as mal geridas, não por empresários mas patrões, que querem todo o poder e tratar os trabalhadores como se fossem equipamento - móveis - que se despreza e atira para um canto ao fim de um determinado ciclo económico". fonte

No artigo que se segue, Marinho Pinto alerta para a falsa democracia
- Podemos chamar de democracia, um regime que despreza a vontade popular? 

- Um regime onde o povo é tratado como um ignorante, a quem tem que se impor medidas para seu bem, porque ele não entende?
- Não será uma ditadura um regime que é imposto não pela força, como antes, mas pelo ardil, o engano, o logro e a mentira?
- Será este um regime democrático quando o mais importante para os políticos é a conquista do poder, pois sabem que a seguir tudo é permitido, tudo se legitima por si próprio sem qualquer responsabilização?
- Será democracia um regime onde a ética política está exclusivamente nas leis que eles próprios fazem à medida dos seus interesses?

Marinho e Pinto, responde...
"Falência da Democracia"
"Estará a democracia representativa em falência? Estarão os alicerces da democracia política corroídos por degenerescências que ameaçam a sua própria sustentação? Seja qual for a resposta uma coisa é certa: a democracia representativa está doente, muito doente - pelo menos em Portugal.
O que, verdadeiramente, distingue um sistema democrático de qualquer outro regime político é o respeito pela vontade popular. Por isso, nunca será verdadeiramente democrático um sistema político cujos titulares se desvinculam da vontade dos que dizem representar. (...)
Os ditadores suprimem a auscultação da vontade popular através da imposição dos seus axiomas políticos e exploraram com desbragado oportunismo as imperfeições dos regimes democráticos. Aproveitam-se inescrupulosamente das suas fragilidades e transformam algumas das virtudes das democracias em defeitos tenebrosos. 
Para qualquer ditador, real ou em potência, o povo nunca está preparado para exercer em plenitude as liberdades ou para escolher em consciência os seus próprios dirigentes. O povo deve apenas obedecer porque mandar é tão difícil que só homens superiores estão aptos a fazê-lo. As liberdades - dizem - conduzem à anarquia social e, por isso, o povo não deve ser chamado a decidir o seu próprio destino, antes deve ser conduzido pelas suas elites, sejam elas iluminadas vanguardas políticas ou simplesmente um caudilho de ocasião. Para eles, o conjunto dos cidadãos constitui uma massa ignara que serve apenas para aplaudir e aclamar as decisões dos seus dirigentes mas nunca para as questionar e muito menos para pôr em causa quem está nas ingratas funções do mando. Os ditadores garantem sempre que as suas medidas são as melhores ou as únicas viáveis, mas como o povo quase nunca percebe isso elas têm de ser impostas.
Esta "cultura" está hoje subjacente à atuação de muitos dirigentes políticos das democracias formais, os quais se consideram, igualmente, portadores de verdades que o povo não aceitaria se fosse consultado. Por isso é que as suas verdades ou os benefícios que nos oferecem têm de nos ser impostos para o nosso próprio bem ou para o bem geral.
Nas democracias formais já não é o uso da força que garante a emergência e subsistência desses iluminados, mas antes o ardil, o engano, o logro e a mentira. Esses criptoditadores recuperaram um dos mais emblemáticos paradigmas das tiranias, ou seja, a distinção entre a vontade e o interesse do povo ou, se se preferir, entre o interesse geral da governação (a que também chamam nação) e os interesses dos governados. E, tal como qualquer ditador, dizem que a sua ação é sempre em favor do interesse geral ainda que contra a vontade dos seus beneficiários, ou seja, de quem os elegeu. E porque o povo raramente aceitaria a preponderância do interesse geral é que surge essa casta de esclarecidos sempre com a missão de cumprir um grande desígnio patriótico.

Por isso é que o mais importante para eles é a conquista do poder, pois sabem que a seguir tudo é permitido, tudo se legitima por si próprio sem qualquer responsabilização. Os benefícios do poder são tão grandes para os seus titulares (e para as suas clientelas) que vale tudo para o alcançar e para o manter. Depois, perde-se todo o sentido da honradez e da ética política, bem como todo o respeito pela verdade e pela vontade dos eleitores. Aliás, para eles, a ética política está exclusivamente nas leis que eles próprios fazem à medida dos seus interesses. São estas situações que levam ao apodrecimento da democracia e à descrença de muitos cidadãos nas suas virtudes. É neste ambiente de degradação ética da política e de degenerescência moral da democracia que as serpentes costumam pôr os seus ovos." Marinho e Pinto 

"Basta olhar para nós. Tudo está ao contrário, está de cabeça para baixo. 
Os médicos destroem a saúde, os advogados destroem a justiça, as universidades destroem o conhecimento, os governos destroem a liberdade, a grande comunicação social destrói a informação e as religiões destroem a espiritualidade".  Michael Ellner


ARTIGO COMPLETO: http://apodrecetuga.blogspot.com/2013/05/justica-ao-servico-dos-ricos-o-novo.html#ixzz2U5ythovo